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ESTE BLOG TEM COMO OBJETIVO COMPARTILHAR ATIVIDADES DE PESQUISA DESENVOLVIDAS NO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO ÉTICA, VALORES E CIDADANIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011



VÍDEO-AULA 15- SEXUALIDADE NA ESCOLA


MÓDULO II - DISCIPLINA: SAÚDE NA ESCOLA





A SEXUALIDADE OCORRE DESDE O NASCIMENTO E É PRECISO VENCER ALGUNS PRECONCEITOS E TABUS EM RELAÇÃO A ESSA TEMÁTICA. 
O SEXO É APENAS UMA PARTE DA SEXUALIDADE.
O VÍDEO ABAIXO ELABORADO PELA PROFESSORA DOUTORA CLÁUDIA BONFIM (1)
FALA  PARA PAIS E EDUCADORES SOBRE AS ETAPAS DA SEXUALIDADE DO SER HUMANO . 





 


http://youtu.be/nAkhMakfnaE








(1) Doutora em Educação Sexual na área História, Filosofia e Educação (UNICAMP), tendo defendido tese sobre Educação Sexual e Sexualidade .
Pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Paidéia - UNICAMP







REFERÊNCIAS


Vídeo-aula 15: Sexualidade na escola ministrada pelo professor Li Li Min com a colaboração da Professora e Médica Pediatra da Unicamp, Marici Braz.



VÍDEO-AULA 14- A CARTOGRAFIA E A REPRESENTAÇÃO DOS LUGARES

  MÓDULO II - DISCIPLINA:  EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA


A história não se escreve fora do espaço, e não há sociedade 
                                                                         a-espacial. O espaço, ele mesmo, é social.  
                                                                                                            (Milton Santos)



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O mapa é uma forma de linguagem mais antiga que a própria escrita. Povos pré-históricos, que não foram capazes de registrar os acontecimentos em expressões escritas, o fizeram em expressões gráficas, recorrendo ao mapa como modo de comunicação. O mesmo acontece na atualidade com povos primitivos que não contam com um sistema de escrita, mas possuem mapas de suas aldeias e vizinhanças.

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Para Callai (2005) a leitura do mundo é fundamental para que todos nós que vivemos em sociedade possamos exercitar nossa cidadania. A possibilidade de aprender a ler, aprendendo a ler o mundo; e escrever, aprendendo a escrever o mundo e refletir sobre o papel da geografia na escola.
Uma forma de fazer a leitura do mundo é por meio da leitura do espaço, o qual traz em si todas as marcas da vida dos homens. Desse modo, ler o mundo vai muito além da leitura cartográfica, cujas representações refletem as realidades territoriais, por vezes distorcidas por conta das projeções cartográficas adotadas. Fazer a leitura do mundo não é fazer uma leitura apenas do mapa, ou pelo mapa, embora ele seja muito importante. É fazer a leitura do mundo da vida, construído cotidianamente e que expressa tanto as nossas utopias, como os limites que nos são postos, sejam eles do âmbito da natureza, sejam do âmbito da sociedade (culturais, políticos, econômicos).
Ler o mundo da vida, ler o espaço e compreender que as paisagens que podemos ver são resultado da vida em sociedade, dos homens na busca da sua sobrevivência e da satisfação das suas necessidades. Em linhas gerais, esse é o papel da geografia na escola.
Uma das tarefas mais importantes da prática educativo-crítica é propiciar as condições em que os educandos em suas relações uns com os outros ensaiam a experiência profunda de assumir-se. Assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos (...). (PIAGET, 2001, Apud, CALLAI, 2005).


REFERÊNCIAS

 

CALLAI, H. C. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. In: Cad. CEDES vol.25 no.66 Campinas May/Aug. 2005. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-32622005000200006&script=sci_arttext>. Acesso em: 12 dez. 2011.







VÍDEO-AULA 13- EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA, ESTUDO DA CIDADE E O USO DA CARTOGRAFIA

  MÓDULO II - DISCIPLINA:  EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA




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Pode a cidade educar? 

      A julgar pelos que defendem o conceito e a prática da “cidade educadora”, a resposta é sim.
      A cidade dispõe de inúmeras possibilidades educadoras. A vivência na cidade se constitui num espaço cultural de aprendizagem permanente por si só, espontaneamente, informalmente. Como dizia Paulo Freire: “há um modo espontâneo, quase como se as Cidades gesticulassem ou andassem ou se movessem ou dissessem de si, falando quase como se as Cidades proclamassem feitos e fatos vividos nelas por mulheres e homens que por elas passaram, mas ficaram, um modo espontâneo, dizia eu, de as Cidades educarem” (FREIRE, 1993, p.23).
       Mas, a cidade pode ser “intencionalmente” educadora.
      Uma cidade pode ser considerada como uma cidade que educa, quando, além de suas funções tradicionais – econômica, social, política e de prestação de serviços – ela exerce uma nova função cujo objetivo é a formação para e pela cidadania. Para uma cidade ser considerada educadora ela precisa promover e desenvolver o protagonismo de todos e de todas – inclusive das crianças – na busca de um novo direito, o direito à cidade educadora: “enquanto educadora, a Cidade é também educanda. Muito de sua tarefa educativa implica a nossa posição política e, obviamente, a maneira como exerçamos o poder na Cidade e o sonho ou a utopia de que embebamos a política, a serviço de que e de quem a fazemos” (Freire, 1993:23). O direito à cidade é essencialmente um direito à informalidade, direito à educação não-formal.
      Paulo Freire dizia que o primeiro livro de leitura é o mundo. Para aprender da cidade precisamos ler o mundo. Em geral nós ignoramos a cidade,  estreitamos muito nosso olhar e não percebemos, e algumas vezes até a escondemos, damos as costas para não ver certas coisas que acontecem nela. Não queremos olhar certas coisas da cidade para não nos comprometer com elas, pois o olhar nos compromete. Vejamos nosso comportamento nos semáforos quando somos abordados por meninos e meninas de rua nas cidades mais empobrecidas deste planeta (e são muitas). Nossa defesa é não olhar nos olhos deles e delas. Na cidade buscamos tornar muitos seres invisíveis; até em nossas próprias casas quando aos visitantes apresentamos toda a casa e não apresentamos a empregada ou a faxineira que aí trabalham. Passamos por elas como se fossem seres transparentes.
      Precisamos de uma pedagogia da cidade para nos ensinar a olhar, a descobrir a cidade, para poder aprender com ela, dela, aprender a conviver com ela. A cidade é o espaço das diferenças. A diferença não é uma deficiência. É uma riqueza. Existe uma prática da ocultação das diferenças, também decorrente do medo de ser tocado por elas, sejam as diferenças sexuais, sejam as diferenças culturais etc. Em geral, a nossa pedagogia dirige-se a um aluno médio, que é uma abstração. O nosso aluno real, contudo, o aluno concreto, é único. Cada um deles é diferente e precisa ser tratado em sua individualidade, em sua subjetividade. Uma pedagogia da cidade serve também para a escola construir o projeto político pedagógico de uma educação na cidade.



REFERÊNCIAS

Vídeo-aula 13: Educação Geográfica, estudo da cidade e o uso da cartografia ministrada pela professora Sônia Castellar da Universidade de São Paulo.





segunda-feira, 19 de dezembro de 2011


VÍDEO-AULA 12- RETARDO MENTAL E AUTISMO


MÓDULO II - DISCIPLINA: SAÚDE NA ESCOLA


AUTISMO

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O QUE É?
Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal.
O autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças. 
Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.
SINTOMAS E DIAGNÓSTICO
Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir - por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos com a criança, ela frequentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.
Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral.
Algumas crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar anormalidades cerebrais adicionais.
LISTA DE CHECAGEM DO AUTISMO
A lista serve como orientação para o diagnóstico. Como regra os indivíduos com autismo apresentam pelo menos 50% das características relacionadas. Os sintomas podem variar de intensidade ou com a idade. 
 
Dificuldade em juntar-se com outras pessoas,
Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina,
Risos e sorrisos inapropriados,
Não temer os perigos,
Pouco contato visual,
Pequena resposta aos métodos normais de ensino,
Brinquedos muitas vezes interrompidos,
Aparente insensibilidade à dor,
Ecolalia (repetição de palavras ou frases),
Preferência por estar só; conduta reservada,
Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente,
Faz girar os objetos,
Hiper ou hipo atividade física,
Aparenta angústia sem razão aparente,
Não responde às ordens verbais; atua como se fosse surdo,
Apego inapropriado a objetos,
Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais, e
Dificuldade em expressar suas necessidades; emprega gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras.





Abaixo encontram-se  links para acessar e desenvolver atividades com o intuito de interagir com a criança ou adulto autista.




RETARDO MENTAL
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De maneira geral, um indivíduo pode ser definido como tendo retardo mental baseado nos seguintes três critérios: 
 
nível de funcionamento intelectual (QI) abaixo de 70 - 75,
presença de limitações significativas em duas ou mais áreas de habilidades adaptativas,
a condição está presente antes dos 18 anos de idade.


DEFINIÇÃO DE RETARDO MENTAL
Retardo mental diz respeito a limitações significativas no funcionamento intelectual.
É caracterizado por: 
 
retardo mental que se manifesta antes dos 18 anos de idade,
funcionamento intelectual significativamente abaixo da média, concomitante a
limitações em duas ou mais das seguintes áreas de habilidades adaptativas:


     Comunicação e Cuidado pessoal
     Vida em casa e Habilidades sociais
     Funcionamento na comunidade e Autodeterminação
     Saúde e segurança e Habilidades acadêmicas funcionais
     Lazer e Trabalho

CAUSAS DO RETARDO MENTAL
O retardo mental pode ser causado por qualquer condição que prejudique o desenvolvimento cerebral antes do nascimento, durante o nascimento ou nos anos de infância. Várias centenas de causas têm sido descobertas, mas a causa permanece indefinida em aproximadamente um terço dos casos.
As três principais causas identificadas de retardo mental são: 
 
a Síndrome de Down,
a Síndrome alcoólico-fetal e
a Síndrome do X frágil.
As causas podem ser divididas em categorias.
Condições genéticas
Resultam de anormalidades nos genes herdadas dos pais, devidas a erros de combinação genética ou de outros distúrbios dos genes ocorridos durante a gestação. Centenas de distúrbios genéticos associam-se ao retardo mental. Alguns exemplos são a fenilcetonúria, a Síndrome de Down e a Síndrome do X frágil.
Problemas durante a gestação
O uso de álcool ou outras drogas durante a gestação pode levar ao retardo mental. Alguns trabalhos têm relacionado o fumo na gestação com um risco maior de retardo mental na criança. Outros problemas incluem a desnutrição, toxoplasmose, infecção por citomegalovírus, rubéola e sífilis. Gestantes infectadas pelo vírus HIV (AIDS) podem passar o vírus para a criança levando a dano neurológico futuro.
Problemas ao nascimento
Qualquer condição de estresse aumentado durante o parto pode levar a lesão cerebral do bebê; contudo, a prematuridade e o baixo peso ao nascer são fatores de risco independentes mais freqüentes que qualquer outra condição.
Problemas após o nascimento
Doenças da infância como catapora, sarampo, coqueluche e a infecção pelo Haemophilus tipo B, que podem levar a meningite e encefalite, também podem causar danos ao cérebro. Acidentes, intoxicações por chumbo, mercúrio e outros agentes tóxicos também podem causar danos irreparáveis ao cérebro e sistema nervoso.
Estado socioeconômico
A desnutrição também pode levar ao retardo mental.
Alguns estudos também sugerem que a pouca estimulação, que ocorre em áreas muito desprovidas das experiências culturais e ambientais normalmente oferecidas às crianças, pode surgir como causa de retardo mental.


Deficiência mental e autismo na escola

Artigo - Deficiência mental e autismo na escola


As pessoas com deficiência mental e autismo são capazes de crescer, aprender e desenvolver-se. Com a ajuda adequada, as crianças com deficiência mental e autismo podem viver de forma satisfatória a sua vida adulta.
Uma criança com atraso mental pode obter resultados escolares muito interessantes. É importante avaliar a necessidade específica da criança e seu grau de comprometimento para direcioná-la para à escola mais adequada: educação especial ou escola regular com adequação do currículo à criança.
A seguir temos dicas importantes para o desenvolvimento infantil no período escolar:



REFERÊNCIAS



Vídeo-aula 12. Retardo mental e autismo, ministrada pela professora Paula Fernandes da Universidade Estadual de Campinas.